TRABALHO, DETERMINAÇÃO E PROPESRIDADE
 
 
São fatores predominantes na trajetória empresarial de Marcos Arrais, que teve seu início na década de 70, como representante.
O empresário Marcus Arrais, cearense de Mecejana, veio de uma família pobre, mas que tinha como lema o trabalho e a dignidade. Conseguiu aliar a esses fatores uma boa dose de sorte, e iniciou a vida de representante comercial como vendedor do Pará, dos produtos Gina, fabricante de palitos de dente.
 
Tempos depois a empresa enfrentou problemas administrativos. Preocupado, ele telefonou para um dos donos da fábrica, Reinaldo Rela, já falecido, dizendo que estava entregando o lugar e voltaria para o Armazém Belém, onde trabalhara antes. Disse ao Reinaldo que, se precisasse dos meus serviços, era só me procurar”, recorda. Outro sim, o alertou sobre o representante que ficaria no lugar dele, um fiscal da Sefa (Secretaria de Estado da Fazenda), que não possuía habilidade comercial para o cargo. Três meses depois Marcus recebeu um telefonema de Reinaldo Rela o convidando a ir a São Paulo, isso em novembro de 78. A viagem rendeu bons frutos: o empresário paulista emprestou-lhe dinheiro para iniciar seus negócios. “Voltei para Belém e, no dia 16 de novembro daquele ano, montei minha empresa (Marcus Arrais). Tudo com amplo apoio da palitos Gina”.
Quanto ao empréstimo, este foi sendo descontado nas comissões ganhas nas vendas. Em seguida Marcus conseguiu a representação de fabricantes de velas, a Dalo. Ele recorda que esse foi um período em que trabalhou muito. “Foi extenuante, porque Belém àquela altura, tinha um mercado muito frágil. O poder aquisitivo da população era baixo. E viver de comissão de palitos de dente era uma aventura”.

Isso foi compensado por sua habilidade em conquistar as pessoas e fazer amizades. Uma delas foi com Reinaldo Rela, um verdadeiro padrinho de Marcus. Rela esteve visitando o pequeno escritório, que funcionava em um subúrbio de Belém. Marcus lembra que para monta-lo, comprou uma máquina de escrever usada e uma linha telefônica.
A partir de então ele entrou para a trilha do sucesso. Foi quando tomou conhecimento de que a fábrica de queijos Leco, a maior da América Latina, tinha representação aqui, mas que perdera o representante. “Enviei uma carta ao representante, senhor Hélio Moreira Sales, irmão do dono do Unibanco, sem obter resposta”.Marcus entrou em contato com o dono da palitos Gina e este convenceu Moreira Sales a entregar-lhe a representação. A partir daí deu-se o “boom” de seus negócios.
Com um bom faturamento na venda de queijos, ele investiu na modernização administrativa, comprando um aparelho de telex e linhas telefônicas. Depois mudou-se para um escritório amplo e confortável em um prédio no centro de Belém. Foi quando conheceu sua atual esposa que na época fazia faculdade de Economia com quem passou a namorar. “Ele era de uma família humilde. Fizemos um pacto: eu trabalharia e ela estudaria”.Logo em seguida ela engravidou, e nasceu nossa filha Daniele, atualmente morando nos EUA.

Contando com um dinamismo nato, perseverança e muito carisma, Marcus Arrais conheceu na Leco o doutor Hernesto Neves, então diretor da empresa, nos anos 80. Ele deu-me boas condições para ganhar mais mercado. Logo em seguida ele deixou a gerência da Leco e assumiu a diretoria da Polenghi, grupo francês fabricante do queijo polenghinho”. E me chamou para ir junto. Arrais teve que trabalhar três meses de graça porque suas comissões foram para pagar um ex-representante demitido. “Foi um desafio que aceitei para ganhar o representação”, diz.
Outro passo significativo na carreira de Marcus Arrais foi o ingresso na Parmalat, em 1987. Com isso seu nome passou a ser conhecido em nível nacional e comentado nos grandes centros consumidores como Recife, São Paulo e Fortaleza. Passando então a ser assediado por grandes empresas. Foi apresentado ao diretor da Campari, o italiano Frederico Gadaleta, pelo presidente da Parmalat, Gianni Grisendi.

Sem conhece-lo bem, o diretor da Campari o nomeou representante da empresa em Belém. Daí para frente as coisas caminharam naturalmente. Hoje ele representa importantes multinacionais: Frango Sul. Canetas Bic, Parmalat, Campari, Norte Mar (maior produtora mundial de bacalhau), Lâmpadas Silvânia e Polenghi. E indústrias como a palitos Gina, Sardinha Gomes da Costa. Em 20 anos de representação, ele já ganhou diversos prêmios como reconhecimento. Um deles foi a Rasácea de Ouro dado pela Parmalat aos representantes que mais se destacam durante o ano. Marcus Arrais recebeu esse prêmio por duas vezes. Recebeu ainda, há dez anos o título de Fornecedor do Ano, ofertado pela ASPA (Associação de Supermercados do Pará). Recentemente foi agraciado com o “Top de Marketing”.
 
 
 
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