NAVEGANDO PELO AMAZONAS
 
 
Naquele mês iniciaram atividade comercial com um barco, indo pelo rio Amazonas – levando como carga cachaça produzida pelo patriarca da família, Jerônimo Marcos Rodrigues – até Belém. Em cidades ribeirinhas adquiriram produtos regionais – entre eles peles de jacaré e látex de seringueira – para também revende-los na capital. Para retornar carregavam o barco com estivas – termo local para designar gêneros de primeira necessidade, como sal, açúcar, arroz e feijão – que revendiam no caminho de volta.
 
“Começamos efetivamente a fazer dinheiro com a venda da cachaça que papai fabricava, pois eliminávamos a figura do atravessador e tínhamos boa margem de lucro”, afirma Oscar Corrêa Rodrigues, diretor e porta-voz do Grupo Líder e ex-presidente da Associação Paraense de Supermercados (Aspas). Já em 1972, com a economia feita, os irmãos inauguram um pequeno atacado de secos e molhados em Belém.



A primeira loja de auto-serviço Líder surge, entretanto, em 1975, quando transformaram a panificadora São Judas Tadeu em supermercado. “Pela fidelidade nos negócios dos Rodrigues, por honrar compromissos com fornecedores, eles conseguiram credibilidade junto ao povo paraense, às grandes indústrias e até multinacionais começaram a investir e dar voto de confiança no Líder”, diz o cearense Marcus Vinícius Arrais, proprietário da distribuidora Arrais – representante no Pará de marcas famosas como Parmalat, Polenghi e Melitta – conhecido no comércio belenense como a “máquina de vender”. Arrais assinala que a rede Líder muito contribuiu para a emancipação da distribuidora, que cresceu na medida em que a rede de supermercados crescia.
O líder abriu sua segunda loja em 1982 – “um sucesso na cidade, que já tinha 1,2 milhão de habitantes e necessitava de uma loja do quilate da loja número 2”, diz Arrais.
 
 
 
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